Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis


Arquivo: Junho 2007

Lado de fora

lecy 18/06/2007 @ 14:44

Lado de fora

 

Eu estou dentro de um poema

IN  MUNDO

Eu estou dentro de um poema

AB  SURDO

Eu estou dentro de um poema

DECODIFICADO

Eu estou dentro de um poema

DIGITALIZADO

Eu estou dentro de um poema

MALMALMALMALMALMALMA

Eu estou dentro de um poema

DIGRESSIVO-REPETITIVO

Eu estou dentro de um poema

ENFIM RASGADO RASGADO

RASGADORASGADORASGA!

RASG!RASG!RASG!RASG!

                                    

Lecy Pereira Sousa

Faça um eletro

lecy 17/06/2007 @ 05:14


Os Descaminhos da Melancolia III

lecy 17/06/2007 @ 01:16

Os descaminhos da melancolia III

 

Talvez fosse melhor nos atermos ao significado mais literário da palavra crônica, mas a vida, principalmente essa da correria desenfreada e da banda larga, tem preferido o significado, digamos, mais pejorativo dessa palavra.

 

E pensar que houve um tempo em que almoçar e jantar eram atos cerimoniosos e sem a menor pressa. A vida era destilada em horas de alimentação e a reunião de pessoas numa residência para dialogarem era um verdadeiro happening. Não. Eu não sou desse tempo, bem menos deste. Também não me vejo tomado por uma falsa e ordinária nostalgia.

 

A brevidade das horas cuida de nos adoecer. Precisamos correr muito, afinal, o mundo está acabando e correr é uma maneira de fazer mais coisas antes do fim do mundo, não é verdade?

 

Acontece de sobrar um tempinho que não está previsto nas horas de serviço assalariado. Assim, eu posso fazer uma fogueirinha no quintal, queimar capim ressecado e alguns gravetos crepitantes. Também olho para um pé de tangerina que neste ano bateu recorde de suicídio de frutas. Tantas foram as quedas voluntárias que nem Isaac Newton ficaria mais surpreso. Depois observo um pé de graviola e uma dança de pardais em sua copa. Alguns escolhem o galhinho mais frágil e perigoso e lá ficam se coçando e dizendo: repare em nossa leveza. Nós podemos, você não pode!

 

Assim, recolho-me a uma visível limitação. Sem esse papo de filosofia tediosa, nada de autopiedade, Também não costumo ouvir OK, COMPUTER do Radiohead para curtir depressão. Os remanescentes dos anos setenta do século Vinte diriam: fossa.

 

Para não terminar essa crônica de maneira crônica, eu continuo achando que todos os dias são como domingo. Mas como diria uma banda de rock desconhecida: eu acredito no amanhã.


 

Lecy Pereira Sousa